Este post deveria ter sido publicado na segunda, afinal, era o dia da estreia da reprise de "Pai Herói" no Viva.
Só que, mesmo sendo considerada uma das melhores novelas da Globo, e de Janete Clair, eu pouco sabia sobre ela.
Só sabia que o protagonista era o Tony Ramos e que a música tema era cantada pelo Fábio Junior.
Então, resolvi recorrer às pesquisas de material na internet e acompanhar a primeira semana pra opinar.
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| André Cajarana (Tony Ramos) com Ana Preta (Glória Menezes) e Carina (Elisabeth Savalla) (Reprodução/Globo) |
Tony Ramos, Elisabeth Savalla e Gloria Menezes formam o triangulo amoroso.
SINOPSE:
André Cajarana é tirado do orfanato pelo avô e passa a viver na cidade mineira de Paço Alegre. Criado com a ilusão de que seu pai era um grande homem, após a morte do avô, ele parte para o Rio de Janeiro para buscar sua própria identidade e tentar elucidar a morte do pai – tido como bandido – e inocentá-lo da acusação de ter roubado terras que não lhe pertenciam e ter inclusive matado um padre. A principal barreira é Bruno Baldaracci, um empresário mafioso, ex-sócio de seu pai, o maior envolvido na infâmia e no desaparecimento do homem – era casado com a viúva do próprio, Gilda.
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| Bruno Baldaracci (Paulo Autrna) e Gilda (Maria Fernanda) |
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| Bruno (Jorge Fernando) |
Em Nilópolis, município da Baixada Fluminense, André enfrenta Bruno, que tenta encobrir a verdade sobre seus negócios escusos. Impedido pelos Baldaracci de se aproximar de sua mãe, Gilda, André se mete em confusão e é acolhido por Ana Preta, dona da gafieira Flor de Lys, figura sofredora que sempre viveu em função de homens de mau caráter, inclusive de Bruno, com quem tem uma filha, Geni.
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| Ana Preta ( Glória Menezes) com Nancy (Regina Dourado) e Tarsila (Tessy Callado) |
No outro lado da história está Carina, uma bailarina famosa, criada no seio da melhor família, tradicional e rica, os Limeira Brandão, liderados por Dona Januária, uma mulher dominadora. A avó de Carina é responsável pelo desequilíbrio da filha Walkíria que já foi apaixonada por César Reis e termina entregando seu amor a Gustavo, um vigarista que acaba arrebatado por ela.
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| Carina (Elisabeth Savalla) |
César é um homem inescrupuloso que casou-se com Carina para tomar a liderança dos negócios da família Limeira Brandão. Carina abandona o marido mas perde a guarda da filha Ângela. É quando ela conhece André, que já a salvara de morrer afogada numa oportunidade anterior, e que agora, confundido com um ladrão, pede a ele para matá-la.
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| Carina com a mãe, Norah (Beatriz Segall) e Horácio (Emiliano Queiroz) |
André e Carina fogem dos problemas no Rio e acabam apaixonados. Ainda acionista majoritária das empresas de sua família, Carina passa uma procuração para que André a represente perante os negócios. É quando André volta ao Rio e bate de frente com César Reis. E reencontra Ana Preta, sua protetora, apaixonada por ele.
Mas Carina é vítima de um atentado e a culpa recai sobre André.
FICHA TÉCNICA:
Autoria: Janete Clair
Direção: Walter Avancini, Roberto Talma e Gonzaga Blota
Período de exibição: de 29/01/1979 - 18/08/1979
Horário: 20h
Nº de capítulos: 178
Diretora de arte: Tisa de Oliveira
Coordenadores de produção: Gonçalves Silva e Antônio Chaves
Cenografia: Gilberto Vigna
Assistentes de cenografia: Renato Paldês, Mirella Nocera e Fábio Camara
Figurinos: Tawfik e Maria Lúcia Areal
Figurinista assistente: Geny Lourenço
Iluminação: Amadeu de Oliveira
Assistente de iluminação: José Carlos Botelho
Preparação de elenco: Cecil Thiré
Expressão corporal e coreografia: Eugenia Feodorova
Equipe de produção: Manoel A. Silva, Luiz Tornelli, Leirson Martins, Maria do Socorro e Carlos Domingos
Colaboração de criação: Eduardo Borsatto
Assistência jurídica: Fernando M. Barros
Coordenador de contra-regra: Ademir Nunes
Equipe de contra-regra: Luiz Alberto Correa, Antônio M. Filho, José Lúcio Del Rei, Wilson Nascimento, Sérgio Hélcio, Ricardo Virgílio, Antônio Moreau, Vidal Gaspar, Robson de Oliveira, Uibirá Moreira, e Walter Paiva e Walter Moreau
Equipe de guarda-roupa: Zildea Magalhães, Georgina do Amaral, Jorge F. Gomes e Naldimar Nascimento
Cenotécnico: Jorge Castellar
Coordenador de cenotécnica: Nelson Pacheco
Sonoplastia: Guerra Peixe Filho
Supervisor musical: Júlio Medaglia
Diretor musical: Geraldo Vespar
Câmeras: Edson Carvalho, Miroslav Neoral, José Cláudio e Ricardo Gonzaga
Operador de vídeo: Antônio Ramos
Operador de áudio: Nélio Costa e Luiz Carlos Botelho
Operadores de VT: Jorge Vicente Vidal, Marcos Mignon, Antônio Lopes, Paulo Lopes e Washington Carneiro
Supervisor de unidade portátil: Custódio dos Santos
Supervisor de unidade móvel: Ivo Soares
Supervisor geral de estúdios: Wilson Aquino
Supervisor geral de externas: Antonio Marzullo
Supervisor de centro eletrônico de produção: Fernando Olegário
Chefia de operações: Joel Motta
Pesquisas: Marilena Cury
ELENCO:
Aidée Miranda - Dra. Vanda
Alessandra Matos – Ângela
Ana Lúcia Ribeiro – Lena
Antonio Leite – gerente
Áurea Hamerli – Lia
Beatriz Segall – Nora Limeira
Carlos Alberto Juiz do caso Carina Brandão
Carlão Elegante – Teodoro
Carlos Eduardo Dolabella - Promotor do caso Carina
Carlos Kroeber – Thiago
Carlos Zara – César
César Augusto – gerente
Cláudio Cavalcanti – Gustavo
Dionísio Azevedo – Nestor
Elizabeth Savala – Carina
Emiliano Queiroz – Horácio
Fernando Eiras – Padre Romão
Fernando José – Mário Renner
Glória Menezes – Ana Preta
Flávio Migliaccio – Genésio
Hélio Ary – Dr. Soares
Irma Alvarez – Vitória
Isabela Garcia – Ângela
Ivan Cândido – Reginaldo
Jenny Garcia – Sônia Regina
Jonas Bloch – Rafael
Jorge Fernando – Cirilo
Lajar Muzuris – Coxo
Lélia Abramo – Januária
Lícia Magna – Adélia
Lima Duarte – avô André
Lina Araújo – moça Flor de Lys
Lúcia Helena – Lindaura
Manfredo Colassanti – Pietro Baldaracci
Maria Fernanda – Gilda
Maria Helena Dias – Filhinha
Maria Helena Velasco – Mirtes
Marie Antoinette – Milene
Max Shroeder - capanga
Monah Delacy – Eugênio
Nadia Lippy - Aline
Nildo Parente - Haroldo
Noira Mello – Olga
Osmar Prado – Pepo
Paulo Autran – Bruno Baldaracci
Paulo Gracindo - participação
Regina Dourado – Nancy
Reginaldo Faria
Reinaldo Gonzaga – Hilário
Rejane Marques – Clara
Renato Pupo – Padre Felício
Rogério Bacelar – Gil
Rosamaria Murtinho – Walkíria
Sérgio Alan – capanga
Solón de Almeida – gerente
Sônia Regina – Geny
Suzana Faini – Jussara
Tessy Callado – Tarsila
Thaís de Andrade – Odete
Timóteo da Costa – Curió
Tony Ramos – André Cajarana
Vanda Costa – empregada de César
Yara Lins – Irene
ABERTURA:
Apesar de ser uma obra produzida em 1979, não é se trata de uma história datada.
Aliás, é uma excelente história que focando na busca de identidade do André Cajarana, o foco (pelo menos por enquanto), não é a história de amor.
É engraçado ver o Tony em um papel que a gente não acostumado a ver, do tipo boa praça (como ele sempre foi na maioria do papéis), mas debochado e malandro em alguns momentos.
O triângulo Ana Preta X André X Carina é um dos pontos fortes da trama, apesar do início não ser focado nele.
Nuno Baldarocci, primeiro personagem de Paulo Autran na Globo, faz parte do núcleo importante, mas tem uma trama paralela, e que, pelo menos até agora, é a parte mais chata da novela, como se isso fosse possível numa novela da Janete. Mas é questão de gosto né? Não gostei.
A AUTORA
Quem é fã de televisão - e principalmente de novelas - sabe a importância que Janete Clair é considerada uma das maiores autoras de novelas da Globo (apesar de ter iniciado a carreira escrevendo rádio novelas, e tendo passagens pela TV Rio e Tupi), e até hoje serve de inspiração para novos autores.
Glória Perez foi uma das "aprendizes" da autora, tanto que em 1983, devido o falecimento de Janete, foi ela quem deu continuidade a novela "Eu Prometo", da qual era colaboradora.
A autora foi contratada pela Globo em 1967, quando teve o primeiro desafio: encontrar uma solução para a novela "Anastácia, A Mulher Sem Destino", escrita por Emiliano Queiroz, que não ia bem de audiência, e sofria pelo excesso de personagens, dificultando o entendimento do público.
Janete conseguiu. Eliminou mais de 100 personagens com um terremoto, além de um salto de 20 anos. Tornou-se sucesso.
A partir daí, Janete passou a escrever para o principal produto da emissora, a famosa "novela das oito", sempre com altos índices de audiência.
Não foi à toa que Janete recebeu os títulos de "Maga das Oito", "Dama das Oito" e "Nossa Senhora das Oito", só pra citar alguns.
Quase 40 anos depois da sua estreia, "Pai Herói" continua sendo sucesso, desta vez nas redes sociais.
Durante a sua exibição no VIVA, a novela fica entre os assuntos mais comentados no Twitter.
É novelão, é dramalhão, do jeito que gente gosta.
"Pai Herói" é exibida de segunda à Sábado, às 23:30 com reprise no dia seguinte, às 13:30.








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